23 de mar de 2009

Novidade no Blog

A idéia de escrever este texto (e outros que virão) a quatro mãos partiu de nosso aluno André Silveira, acadêmico do Curso de Direito da Unisinos.
São temas cotidianos trazidos para a reflexão do leitor, atribuindo-se aos mesmos, sempre que possível, questionamentos sobre nosso modo de vida e convites à novas posturas.
Vale lembrar que o André também mantém um blog na rede.
Aguardamos comentários.


DOAÇÃO DE SANGUE E O ESPÍRITO DE SOLIDARIEDADE
Quando acordamos de manhã quase sempre pensamos como será nosso dia, como vamos nos sair, quais são nossas prioridades, e as vezes, no que vamos fazer quando retornamos ao aconchego do lar. Vamos assistir um filminho? Tomar uma cervejinha? Namorar um pouco? Estudar? Ler um bom livro? Enfim, temos um leque de escolhas. Ocorre que tais escolhas não são para todos, principalmente para aqueles que estão em um leito ou no corredor frio de um hospital. Muitas destas pessoas, que parecem tão distantes de nossas realidades, acordam de manhã com a expectativa de serem contatadas para a realização de uma intervenção cirúrgica, de um transplante ou mesmo de uma transfusão de sangue. Fica claro que por conta dos problema de saúde não tem forças para pensar no resto do dia.
Temos hoje nos hospitais, milhares de pessoas necessitando de sangue. Não o conseguem no mais das vezes por não estar disponível no banco de sangue ou por não encontrar o do seu tipo certo.
Existem inúmeras pessoas de vários tipos sanguíneos que não dão nem bola para o que ocorre nos hospitais. Mesmo sabendo da necessidade de outros, não fazem a sua parte, agem como se não existissem pessoas enfermas e como se a vida delas não fosse problema da sociedade, que somos todos nós.
Um dos grandes problemas da sociedade atual é o individualismo e a busca por recompensas, pois, para tudo o que fazemos sempre queremos saber o que vamos ganhar com isso. Pensamentos assim é que acabam por criar esse momento, de pessoas nos hospitais necessitando de auxilio e a população se omitindo, porque a satisfação de ajudar alguém não é tão compensatória quanto uma recompensa pecuniária.
A doação de sangue é um gesto de amor à vida, uma mostra de fraternidade. Todos temos o dever de ajudar nesta causa, afinal, um dia poderemos precisar e teremos que esperar que almas puras doem sua essência de vida para nos manter vivos.
Alargando o espectro de reflexão, a doação de sangue reflete, porque não, a solidariedade prevista no texto constitucional (Art. 3º), sendo mais que patente que cada um de nós é apenas uma pequenina engrenagem na realidade social vigente, engrenagens que não funcionam sozinhas, dependendo, umas das outras, para que a coletividade viva melhor.
André Silveira e Marcos Catalan

2 comentários:

Aline disse...

Parabéns pelo texto! Essa ideia de escrever a quatro mãos ficou muito 10!

André Silveira disse...

Temos que reeditar esta dupla...hehe...abraços